A iniciação na Umbanda – por Leandro Baptista

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Em nosso meio, muito se ouve falar em preceitos, em feituras e em iniciações. Mas o que seria esta tal iniciação? No geral, este termo é empregado quando alguém é admitido dentro dos mistérios de algum meio que esteja participando. Essa admissão promove uma revolução de opiniões e visões que dá “início” a uma nova fase na vida do iniciado.

A tradição das religiões e culturas nos diz que há dois tipos de iniciações: aquela que se recebe fisicamente e aquela que se vive no espírito.

Na Umbanda, passamos por diversas iniciações do primeiro tipo: desde a admissão numa Casa de Axé até a aquisição dos mistérios mediúnicos, de sacerdócio, etc. Alguns poderiam pensar que o viés espiritual destas coisas não condiz com a descrição que acabamos de fazer. Afinal, não são coisas intimamente ligadas ao espírito? Sim, sem dúvida. Porém, há um outro detalhe que diferencia as iniciações.

Na do corpo físico, é um grupo de adeptos, praticantes ou religiosos (encarnados ou desencarnados) que identifica o aspirante como merecedor desta nova fase em sua jornada.

Na espiritual, entretanto, não é um sacerdote ou Guia que atua como iniciador. É uma força maior e muito conhecida por nós: a mão de Deus. Esta segunda iniciação é o que é chamamos de iluminação, um processo já vivenciado por muitos Guias de Umbanda e que une a personalidade à individualidade divina. A partir disso, o ser passa a ser ferramenta da mão de Olorum, dentro da Lei Maior e de Sua Justiça.

A iluminação, a iniciação aos olhos de Olorum é aquilo que os Guias seguidamente manifestam dentro dos Terreiros. É a certeza no bem e no amor, é a redenção e os sentimentos puros originados na comunhão das forças dos Orixás.

Quando é dito que se leva ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá, se fala também nesta Iluminação. É a marca do Sol de Oxalá que congrega as forças de todos os Orixás dentro do médium de Umbanda e o habilita a receber das mãos de Olorum a marca para a verdadeira vida.

Por fim, pode-se dizer que a verdadeira iniciação de Umbanda é esta ascensão ao nível dos Guias. É uma jornada que não se pode fazer por outro caminho senão o da própria escolha. Assim como, para se tornar umbandista, decidiu-se pôr o pé no chão e defender o branco de Oxalá, o médium deve se prostrar diante das vibrações vivas, divinas e pensantes dos tronos sagrados e se permitir elevar até a verdadeira iluminação. Não se trata de um desejo passageiro, mas de uma semente que cada um de nós já carrega e é anunciada pela linha das almas que nos diz que “filho de pemba não tem querer”. Sim, como filhos de Olorum, não temos querer mesquinho, vaidoso ou viciado, mas temos um forte querer de nos colocarmos de joelhos, fecharmos os olhos e aceitamos a mão dos Sagrados Orixás que nos guia para a evolução.

 

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – Colégio Pena Branca

Foto: Faculdade de Teologia Umbandista

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